No-code e low-code: como podem ajudar a sua empresa e... a sua carteira de investimentos

‍Criar softwares sem saber nada de programação em TI. Claro que tem muita gente interessada nesse serviço de software-based bots. E investidores interessados nas plataformas que o oferecem.

Os softwares facilitam a vida. Estão todo dia na nossa mão - os aplicativos de celular nada mais são do que softwares. Também chamados de "programas", estão por toda a parte, cada vez mais. Nos carros, nos restaurantes, nos supermercados, em casa - não só com o robô de estimação, mas na simples automação de luzes e cortinas, que já podemos considerar “simples", dada a evolução exponencial da inteligência artificial, de machine learning e deep learning.

Quem cria os softwares são os desenvolvedores ou programadores, profissionais concorridos no mercado. Justamente por não ser nada fácil programar. E aí, eles mesmos criaram algo pra facilitar o trabalho de quem não sabe nada de códigos de programação.

Mas não tem nada de filantrópico nisso, não. São empresas - algumas grandes, outras até menores, mas bem lucrativas - que desenvolveram plataformas de no-code ou low-code. O serviço é chamado de software-based bots (robôs baseados em software; bot é a redução, em inglês, para robot).

O que é no-code?

A tradução é “sem código”. Isso significa que, para montar um software através das plataformas no-code, você só precisa “encaixar as peças" já programadas.

Ativar botões já prontos, arrastar caixas de texto, selecionar os passos que você quer para determinado processo automatizado, como preenchimento de fichas, organização das contas do mês ou de arquivos em geral, enfim, processos administrativos burocráticos e chatos. E que podem ser facilmente resolvidos por um software, também chamado nesse caso de robô.

Essa automação otimiza o tempo de trabalho, melhora a produtividade da equipe, reduz falhas e possibilita até escalar o negócio, já que dá mais agilidade às operações.  

Abaixo, o resultado do uso de um software construído na plataforma no-code UiPath, para otimização da rotina de um médico. O robô executou 80% da tarefa, reduzindo de 5 min para 1 min o tempo para atualizar as informações do paciente no sistema. De 8 passos e cliques que o médico fazia, passou a precisar só de 3.

Fonte: Divulgação

O que é low-code?

Significa “baixo código”. É quase a mesma coisa que no-code, mas exige um pouco de código e, por isso, algum conhecimento técnico em programação.

Ainda assim, simplifica bastante a criação de um software. E permite programas um pouco mais elaborados em relação aos construídos com no-code.

Invasão dos robôs

Tudo isso consiste na robotização de processos, RPA na sigla em inglês (Robotic Process Automation). E levam à digitalização que estamos vivendo. Os robôs estão automatizando tudo o que nós, humanos, só perdemos tempo fazendo.

Essa transformação digital se potencializou na pandemia. Praticamente todos os negócios precisaram robotizar processos em algum setor da empresa - senão em toda ela.

Por isso, no último ano e meio, as plataformas de no-code e low-code tiveram seu grande momento.

Uma das principais incubadoras do mundo, a YC, sediada no Vale do Silício - considerada a "Harvard das incubadoras” - tem algumas startups de no-code no seu portfólio. (Incubadoras dão suporte para empresas que estão começando a voar. A Sprout está na YC! 🚀)

Empresas de no-code ou low-code listadas na bolsa americana

"Criamos robôs para que você não se torne um”. Com esse slogan, a UiPath explica muito bem a que veio. E, no mercado de ações, fez sucesso com o IPO em abril deste ano: levantou US$ 700 milhões. De acordo com a plataforma de análise de investimentos TipRanks, a empresa é considerada líder no mercado de automação comercial, com um modelo de negócio construído para o sucesso de longo prazo. "UiPath está na vanguarda de uma transformação tecnológica que pode mudar nossa força de trabalho para sempre. Pelo menos, a empresa e seus acionistas acreditam que sim”, considera a TipRanks.

Até agora, os resultados confirmam a trajetória de crescimento: receita recorrente anual de US$ 726,5 milhões no terceiro trimestre e projeção de fechar 2021 entre US$ 876 milhões e US$ 881 milhões, crescimento de 21%.

Empresa de computação em nuvem e software low-code para empresas. Na plataforma, os clientes conseguem fazer unificação de dados e criação de aplicativos. Posiciona-se como líder em automação e baixo código.

Líder global em softwares para gestão dos clientes, através de sistemas de CRM (Customer Relationship Management). Entrega soluções para diversos setores. E também oferece uma estrutura de desenvolvimento de aplicativos low-code, hospedada na nuvem.

Através do App Engine, um aplicativo de baixo código, a ServiceNow digitaliza e unifica fluxos de trabalho em uma só plataforma. Conquistou o posto de Líder no Quadrante Mágico da Gartner 2020 para plataformas de aplicativos empresariais low-code.

Empresa de SaaS (Software as a Service), ou seja, disponibiliza softwares como serviço através internet. Quem contrata um SaaS não precisa manter ou atualizar o software no sistema interno, porque ele é uma solução que opera na nuvem das empresas que o fornecem, como a Smartsheets. Ela oferece a WorkApps, uma plataforma no-code de criação de aplicativos para desktop e celular, que agilizam os negócios e simplificam a colaboração dos usuários.

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