ETF de Ouro

Não é trocadilho. É ETF de Ouro mesmo, o metal precioso - e que não é o mais precioso, como você vai ver aqui - e que pode ser precioso também para os seus investimentos.

Duas coisas importantes antes de apresentarmos o ETF de Ouro:

  • Isso não é aconselhamento de investimento. As letrinhas pequenininhas lá embaixo explicam melhor. Mas, basicamente, este é um conteúdo informativo, que visa a apresentar a você o mercado de ações, como ele funciona, os produtos disponíveis nele e as tendências, com base em estudos dos analistas da SproutFi e no trabalho dos jornalistas especializados da SproutFi.
  • Ouro não é o metal mais precioso. O ródio ganha a briga. Mas o ródio não está listado em bolsa 😋. E não tira o brilho do ouro, considerado nobre pelas suas características químicas de manter sua composição independente da passagem tempo e de interferências externas, por exemplo. Quem não gostaria de ser ouro, não é mesmo? Mas não vamos entrar em questões filosóficas, nem químicas. Voltemos à abordagem financeira, começando pela explicação do que é ETF.

O que é ETF

Se você ainda não está familiarizado com a sigla, tá tudo bem. Ela pode soar esquisita num primeiro momento mesmo, mas não se assuste. É uma coisa simples.

Inclusive, é um dos caminhos escolhidos por quem está começando a investir, justamente pela “simplicidade" desse produto financeiro. 

Leia aqui uma explicação rápida sobre o que é ETF.

A maioria dos ETFs podem ser um investimento passivo (conceito que a gente explica melhor neste outro artigo) para uma carteira de perfil mais conservador.

Como funciona o ETF de Ouro

“De ouro” pode ser como você define - conversando com seus amigos sobre investimento - qualquer ETF que esteja dando bons rendimentos. Mas, aqui nesse artigo, o ETF de Ouro é de Ouro mesmo. (E com “O" maiúscula por questões não só de nobreza do metal, mas de regras ortográficas, às quais a redatora é apegada.)

Especialistas indicam que o ETF de Ouro é um tipo de investimento defensivo, que pode garantir mais segurança em momentos de desaceleração da economia, flutuações de mercado ou variações inflacionárias - que podem colocar o seu dinheiro em risco, ao fazerem com que ele perca valor, dependendo de onde estiver (se for embaixo do colchão ou na poupança, pior ainda).

Isso porque o preço do Ouro, em geral, não sofre com esses empurrões para baixo. Ele tende a ficar firmezão - comportamento digno de um metal precioso, faz sentido.

Já quando os empurrões são pra cima, quando mercados estão subindo, o preço do Ouro tende a não acompanhar. Por isso, é relevante considerar análises como a de Nick Lioudis, colunista da Investopedia: ”o Ouro tem sido considerado uma reserva durável de valor e uma cobertura contra a inflação. A longo prazo, no entanto, tanto as ações quanto os títulos superaram, em média, o aumento de preços do Ouro. Mas em determinados períodos de tempo, mais curtos, o Ouro pode sair à frente.”

Por isso, como falamos acima, o ETF de Ouro é indicado por analistas como investimento defensivo, para momentos em que os mercados sinalizam que entrarão em queda.

Segundo a plataforma etf.com, “os ETFs de Ouro acumularam ativos significativos e se tornaram instrumentos populares para investidores e comerciantes.”

Mas, afinal, o que é ETF de Ouro?

ETFs de Ouro - ou fundos de índice de Ouro - consistem nos fundos que rastreiam o preço do metal no mercado físico.

Ou seja (1): são uma alternativa à compra do Ouro físico. Ou seja (2): se você quiser investir em Ouro, sem ter que obrigatoriamente comprar as barras, existe esse caminho "mais prático", digamos, que é comprar ETFs que replicam o preço do minério físico. Inclusive, pra ter barras de Ouro (iguais àquelas do Silvio Santos) você precisa pagar uma taxa pelo armazenamento, chamada de “serviço de custódia”. Aliás, sabia que aumentou a compra de barras de Ouro na pandemia?

Ao mesmo tempo, pra “manter" ETFs de Ouro, você também paga taxas de manutenção dos ETFs, para os gestores desses fundos. No ranking da plataforma etf.com, a coluna “Expense Ratio” apresenta a taxa de despesa de cada fundo. Ela se refere ao percentual dos ativos do fundo que são destinados, anualmente, para os serviços de gestão do ETF (administração dos recursos, gerenciamento, divulgação, despesas diversas, etc).

Composição dos ETFs de Ouro

Como falamos, os ETFs de Ouro se referem aos fundos de índice que replicam o desempenho do preço desse metal no mercado. Mas, além disso, há ETFs de Ouro que também referenciam a indústria da mineração.

Aqui, focamos nos fundos de Ouro como minério, não nos fundos que replicam índices do setor de mineradoras - basicamente, que englobam as empresas que atuam no mercado.

Cinco ETFs de Ouro

Atualmente, há 36 ETFs de Ouro no mercado de ações dos Estados Unidos - atrelados tanto ao minério, quanto à indústria da mineração.

Abaixo, listamos os cinco ETFs lastreados no metal físico, que estão no topo do ranking da etf.com, de acordo com AUM (Assets Under Management, ou ativos sob gestão).

SPDR Gold Trust ($GLD)

O ETF GLD é o maior ETF baseado em Ouro físico do mundo. Rastreia o preço à vista do minério usando barras de Ouro mantidas em cofres de Londres. Possui US$ 58,69 bilhões de ativos sob gestão (AUM).

iShares Gold Trust ($IAU)

O ETF IAU rastreia o preço à vista do Ouro usando barras estocadas em cofres em todo o mundo. Tem AUM de US$ 28,56 bilhões.

SPDR Gold MiniShares Trust ($GLDM)

O ETF GLDM rastreia o preço à vista do Ouro utilizando barras mantidas em cofres de Londres. Os ativos sob gestão nesse fundo totalizam US$ 4,28 bilhões.

Aberdeen Standard Physical Gold Shares ($SGOL)

O ETF SGOL rastreia o preço à vista do metal, mantendo barras físicas de Ouro. 

iShares Gold Trust Micro ($IAUM)

IAUM rastreia o preço à vista do minério, menos despesas e passivos, usando barras de Ouro mantidas em cofres. O valor de AUM é de US$ 2,47 bilhões.

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E aí, gostou da ideia de ter barras de ouro na sua carteira? Ou não é um investimento que faz sentido pra você? Compartilhe a sua opinião no app SproutFi!

Disclaim: lembre-se de que as informações fornecidas aqui são para fins educacionais e não devem ser consideradas como aconselhamento jurídico ou tributário. Consulte um advogado ou um profissional da área tributária sobre a sua situação específica.