Levantamento exclusivo: os 2 melhores ETFs e 2 os piores ETFs

Os top 2 dos ETFs no mercado global são de emissores americanos, assim como os ETFs nas últimas 2 posições do ranking. De cabo a rabo, os EUA dominam os fundos de índice. Veja o levantamento da Sproutfi.

Qualquer introdução sobre a performance de Exchange Traded Funds (ETFs) - que têm sido uma das formas mais fáceis para o investidor de varejo investir nos Estados Unidos - precisa levar em consideração, da estaca zero, o mercado de ações dos EUA. 

De janeiro a março, as ações americanas tiveram seu pior desempenho trimestral em dois anos. Investidores precisaram fazer malabarismo com a guerra da Ucrânia, pico das commodities, escalada da inflação e aumento das taxas de juros, em um ambiente econômico que ainda se recupera da pandemia do coronavírus.

Se fosse uma pessoa, o stock market americano certamente teria tatuado na pele a palavra resiliência. Nas costas. Em letras garrafais.

ETFs e S&P 500

Os principais fundos de índice do mundo seguem ligados aos índices de bolsas americanas.

O índice mais relevante é o S&P 500 - uma espécie de "carteira hipotética" com as ações das 500 empresas mais bem negociadas na bolsa de Nova Iorque (NYSE) e na NASDAQ. E o S&P 500 serve como baliza para avaliações de outros índices, como os ETFs.

A Sproutfi fez uma pesquisa para trazer a você os 2 melhores ETFs no mercado global - e também 2 dos piores, de acordo com o volume de ativos sob gestão dos ETFs - ou AUM, na sigla em inglês para Assets Under Management.

AUM consiste no valor total administrado em nome dos investidores por algum fundo ou gestor de carteira.

Os 2 melhores ETFs dos EUA

SPDR S&P 500 ETF Trust ($SPY)

O SPY replica o S&P 500 e é o mais bem sucedido fundo de índice em termos de ativos sob gestão. Ele é emitido pela quarta maior gestora de ativos do mundo, a State Street Global Advisors, e ultrapassa mais de US$ 400 bilhões em valor de mercado.

No primeiro trimestre de 2022, recuou quase 5%, no pior desempenho para o mesmo período desde 2020, quando a pandemia da Covid-19 fez derreter as bolsas no mundo inteiro.

De 8 de março a 8 de abril, o SPY variou positivamente 4,68% e recuperou parte das perdas que sofreu até então. A recuperação é admirável quando se considera que as perturbações econômicas que causaram as quedas trimestrais, ainda não desapareceram. Já diria o meme, ela faz o comeback dela.

É por causa do perfil robusto que o SPY atrai desde investidores que buscam construir um portfólio de logo prazo, com ações de primeira linha (as large caps) no mercado americano, quanto por traders de perfil mais ativo. Para estes, o SPY é uma forma de alternar entre ativos arriscados e conservadores.

O SPY abre uma diferença de cerca de US$ 70 bilhões para o segundo colocado em performance por AUM, o IVV, que você vê na sequência.

iShares Core S&P 500 ETF ($IVV)

O IVV é um GenZ, um ETF da “geração Z”, nascido exatamente no ano 2000. Já o SPY é um millenial, de 1993, e também o mais antigo ETF americano.

Assim como o SPY, o IVV oferece exposição barata e relativamente equilibrada a muitas das maiores empresas do mundo, e dá aos investidores uma ferramenta para acessar parcela considerável do valor de mercado global.

Diferença entre SPY e IVV

O SPY é estruturado de maneira mais tradicional, e não permite reinvestir dividendos automaticamente antes que eles sejam pagos aos investidores. Já o IVV reinveste dividendos no próprio ETF até que eles sejam pagos trimestralmente.

Outra diferença é que o SPY não empresta títulos da própria carteira para fazer um "dinheirinho extra", como faz o IVV.

Por outro lado, o SPY tem liquidez diária mais alta, o que permite spread menor entre compra e venda. Já o IVV tem taxa de administração anual mais baixa. Tudo vai do gosto do cliente.

Os 2 piores ETFs dos EUA

Regents Park Hedged Market Strategy ETF ($RPHS)

Na rabeta do ranking de ETFs organizados por valor de mercado total das ações (AUM), está o novíssimo, também americano, Regents Park Hedged Market Strategy ETF, que tem pouco mais de uma semana de vida.

O RPHS aposta em um approach diferente para investir nas ações de primeira linha dos Estados Unidos. O fundo só compra derivativos de índices do mercado de ações quando acredita que o mercado de ações está subvalorizado, ou pelo menos compatível, na comparação com o índice S&P 500.

Como é um ETF muito novo, faltam dados de eficiência sobre ele.

Prime 2x Daily Inverse Junior Silver Miners ETF ($SINV)

O segundo pior ETF em AUM é o SINV, nascido em junho de 2021. É emitido pelo grupo ETFMG, e foca no desenvolvimento de fundos de índices temáticos.

O SINV, por exemplo, aposta na queda de um índice global de empresas de mineração e exploração de prata. Basicamente, aposta contra a prata, muitas vezes vista como a prima pobre dos metais preciosos.

A ideia pode ser boa, já que a parente do ouro decepcionou os mercados em 2019, e mais uma vez em 2020. Por outro lado, os ETFs invertidos ainda precisam de tempo para penetrar a cabeça dos investidores.

Além disso, vale destacar a menção (nada) honrosa para um ETF de ações russas, que deixaram de ser comercializadas nos Estados Unidos como parte das sanções por causa da guerra na Ucrânia. O Franklin FTSE Russia ETF (FLRU), da holding Franklin Templeton Investments, tem valor zero em AUM.

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DISCLAIMER: importante lembrar que em qualquer investimento denominado em moeda estrangeira, as mudanças nas taxas de câmbio podem ter um efeito adverso no valor, no preço ou na receita de dividendos desse investimento. Mesmo que a diversificação possa ajudar a diluir o risco, ela não garante lucros ou proteção contra perdas. Há sempre a possibilidade de perder dinheiro quando você investe em qualquer produto financeiro. Por isso, considere cuidadosamente seus objetivos e riscos antes de optar por qualquer investimento.