Mastercard quer mergulhar de vez no metaverso e nas criptomoedas

Gigante de pagamento entrou com pedidos de 15 patentes. Mastercard mira em cartões virtuais e plataforma de NFTs

A gente fala bastante aqui na Sproutfi sobre metaverso. Em poucas palavras, é a “internet do futuro" que promete tornar a vida real cada vez mais virtual - e vice-versa. 

Nesse sentido, quando se fala que o metaverso pode mudar tudo, é tudo mesmo. A experiência imersiva, com realidade virtual e realidade aumentada, não vai ficar restrita aos games ou ao escritório remoto. Deve transformar, por exemplo, o jeito de usar as redes sociais.

No metaverso, vamos "circular" no Instagram ou no Facebook, com avatares que interagem, em vez de só scrollar no aplicativo e dar alguns likes. O mesmo vai acontecer com a dinâmica de navegar na internet. Em vez de entrar em sites, vamos frequentar lojas virtuais e espaços de experiência que as marcas estão correndo pra desenvolver. A verdade é que não existe nenhuma verdade absoluta sobre o que ou como será o metaverso. Mas o fato de ele já ser realidade no mundo dos games corrobora o potencial dessa nova forma de interagir virtualmente.

Compras no metaverso

Uma das grandes mudanças com o metaverso será no jeito de fazer compras. As experiências de comprar online e de comprar na loja física estarão cada vez conectadas.

Por isso, tem gigante do setor avançando em metaverso. Nos Estados Unidos, a Mastercard entrou com 15 pedidos de patentes ligados à tecnologia do metaverso e também às criptomoedas. Isso porque cripto está diretamente conectado ao metaverso, já que as moedas virtuais devem dominar no novo formato de vida virtual.

Os pedidos de patente da Mastercard ($MA) incluem registros de marcas para cartões virtuais e pagamentos de bens e serviços dentro do metaverso.

Além disso, está nos planos da Mastercard a criação de plataformas para a comercialização de criptoativos e até de NFTs – os "tolkens não fungíveis" que funcionam com uma espécie de certificado digital para provar a autenticidade de algum material, como uma música, um objeto, uma obra e… memes. Aliás, muitos memes. Falamos mais sobre NFTs aqui

Segundo a plataforma Statista, o metaverso, mesmo que ainda pareça um pouco abstrato, já caminha para um mercado de US$ 47,5 bilhões e 2020, podendo chegar aos US$ 670 bilhões em 2030. Lembrando que essa previsão pode não acontecer.

Mastercard, Visa ($V) e criptoativos

Essa não é a primeira investida da Mastercard nesse universo promissor. No ano passado, a empresa lançou o programa Start Path Crypto, para apoiar startups que usam a tecnologia blockchain para resolver problemas do dia a dia. 

Já em fevereiro deste ano, a empresa anunciou a expansão de seus serviços de consultoria para ajudar bancos e empresas do comércio a utilizar ativos digitais, como criptomoedas e NFTs.

E a concorrência também está seguindo o mesmo caminho. A Visa lançou em novembro de 2021, junto com a Crypto.com, um cartão de criptomoeda para brasileiros, que permite a conversão em reais da moeda digital da companhia, a CRO, para pagamentos em qualquer loja física ou virtual que aceite a bandeira. 

Além disso, no mês passado, a companhia lançou o Visa Creator Program, um programa de incentivo à criação de NFTs, com foco em artistas, designers e cineastas.

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