COP26: o que aconteceu de mais importante nas negociações sobre o clima

Saiba os principais pontos do acordo final e quais empresas serão impactadas de forma positiva ou negativa pelos resultados das negociações

O que é a COP26?

A COP é a Conferência das Partes, realizada desde 1995 pela Organização das Nações Unidas (ONU), voltada às questões climáticas. A 26ª edição teve início em 31 de outubro, em Glasgow, na Escócia. Foram duas semanas de negociação entre diplomatas de 197 países. Na pauta, medidas de combate às mudanças climáticas e ações conjuntas entre países, empresas e terceiro setor. O objetivo principal é manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C.

A presença massiva de CEOs de empresas, cientistas, representantes de movimentos sociais, representantes de governos subnacionais e cidadãos comuns deu o tom da conferência deste ano.

Resultados da COP26

Além do acordo final, uma série de iniciativas foram negociadas. Entre elas, duas declarações fundamentais assinadas:

-     Acordo de Florestas: procura zerar e reverter o desmatamento no mundo até 2030.

-     Acordo de Metano: determina o corte de emissões globais de metano de 30% até 2030 em relação aos níveis de 2020.

Outra medida importante se deu no campo do financiamento à energia limpa. Cerca de 450 organizações financeiras, com controle sobre US$ 130 trilhões, concordaram em apoiar iniciativas de energia renovável.

Ao final, sob pressão do setor privado, foi regulamentado um mercado de carbono global. Ele já estava previsto no Acordo de Paris, assinado em 2015, mas enfrentou muitos impasses. Agora, a expectativa é que o mercado de carbono passe à fase de implementação.

Quais empresas podem perder?

O acordo faz menção inédita ao papel drástico dos combustíveis fósseis na crise climática. E prevê que todos os países reduzam de forma gradual o uso de carvão na geração de energia. Além disso, precisam acabar com os subsídios para a indústria de carvão, petróleo e gás. Empresas que atuam no setor chegaram a pressionar para que essas ações não estivessem no acordo final. Mas elas foram mantidas.

Quais empresas se beneficiam?

De outro lado, há muitas oportunidades para empresas da chamada "economia verde". Nos próximos anos, veremos com força a transição energética em nível global (ou ao menos, esperamos ver),  com o fim dos subsídios para combustíveis fósseis e  novos destinos do financiamento para fontes renováveis e sustentáveis. Cada vez mais as empresas precisarão prestar contas sobre seus passivos ambientais.

A plataforma GOBankingRates apontou as 10 principais empresas sustentáveis para se investir nesse momento:

  • Brookfield Renewable Partners ($BEP): um dos maiores investidores em energia renovável do mundo.
  • NextEra Energy ($NEE): maior geradora mundial de energia renovável.
  • First Solar ($FSLR): empresa de energia solar que está envolvida em toda a cadeia, desde o financiamento e desenvolvimento de energia solar até a construção e gerenciamento de usinas solares.
  • Enphase Energy ($ENPH): empresa de energia solar voltada para o consumidor pessoa física.
  • Mowi ASA ($MHGVY): companhia norueguesa cujos principais produtos são frutos do mar sustentáveis.
  • Ormat Technologies ($ORA): empresa focada na geração de energia geotermal.
  • Atlantica Sustainable Infrastructure ($AY): detém e gerencia energia renovável e outros ativos de energia e água.
  • Sunrun ($RUN): atualmente, é a maior empresa de telhados solares nos EUA.
  • Republic Services ($RSG): empresa de gerenciamento de resíduos, com forte atuação em reciclagem.
  • Avangrid ($AGR): empresa de energia sustentável que faz parte do Grupo Iberdrola.

Conheça outros ativos atrelados a sustentabilidade no nosso artigo sobre ETF de ESG.

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