As 5 melhores empresas para mães trabalharem

A legislação trabalhista nos EUA não obriga as empresas a darem um dia sequer de licença maternidade. Ainda assim, 4 das 5 empresas que se destacam globalmente pelos benefícios às mães são americanas. Veja o ranking

As maiores empresas do mundo já entenderam a importância da diversidade para agregar valor ao produto. Só uma fachada bonita não convence mais.

Para vender bens, serviços ou ideias, é preciso ter um time que reflita a sociedade, em toda a sua heterogeneidade. E isso transcende a demanda de militâncias. Está virando, cada vez mais, um fator decisório para consumidores e investidores.

Diversidade também é um ativo em processos de recrutamento. As políticas internas de inclusão e igualdade em uma companhia, muitas vezes, se tornam determinantes para o “sim" de profissionais concorridos no mercado.  

Isso tudo consiste no “S" e no "G" de ESG - sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), conceito que estabelece práticas de responsabilidade socioambiental e de governança. E que tem se tornado mandatório nas empresas.

Diversidade e resultados

Além disso, implementar a diversidade como cultura também garante, segundo pesquisas, mais inovação e melhores retornos.

Um quadro de executivos mais diverso, por exemplo, está associado à melhor performance financeira, segundo o estudo Diversity Wins, da McKinsey & Company - que virou até movimento.

Diversidade de gênero

Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, não há quaisquer leis que determinem benefícios a funcionárias que se tornam mães.

Mas as companhias entendem a relevância de atentar para isso, mesmo não havendo obrigação legal. Tanto que, dentre as 5 melhores empresas do mundo para mães trabalharem, 4 são americanas.

"It’s the economy, stupid!. A famosa frase de James Carville cabe também aqui.

Vamos ao ranking elaborado pela TopResume:

As 5 melhores empresas para mães trabalharem

Google ($GOOG)

Não é somente pelos escritórios cinematográficos que a Google é um dos destinos favoritos de funcionários e funcionárias.

Enquanto as empresas americanas costumam conceder uma média de seis semanas de licença maternidade paga para as novas mamães – e os papais, em geral, ganham ZERO –, as funcionárias Google têm direito a 18 semanas remuneradas para cuidar dos recém-nascidos.

E os novos papais podem ficar seis semanas ao lado dos bebês. De volta ao trabalho, pais e mães têm direito a creche gratuita no escritório.

A Google tem, ainda, um bônus especial para as funcionários grávidas. São os baby-bonding bucks, que seriam, ao pé da letra, "dólares para se conectar com o bebê”. O benefício é pra cobrir gastos com fraldas e comida, por exemplo.

Meta ($FB)

Outra empresa que não vive apenas de escritórios gloriosos é a Meta, antiga Facebook Inc. - a gigante do Mark Zuckerberg que, inclusive, é pai de dois: Maxima Chan Zuckerberg, de 6 anos, e August Chan Zuckerberg, de 4.

Para além da estrutura física descolada, a prodígio do Vale do Silício oferece 4 meses de licença remunerada para pais e mães, igualmente. O “bônus bebê” é de US$ 4 mil.

O benefício também se destina aos funcionários que adotam crianças. Além disso, é oferecido não apenas para quem trabalha em tempo integral na Meta, mas também para os prestadores de serviços.

Johnson & Johnson ($JNJ)

A J&J recentemente atualizou suas políticas, e aumentou em 8 semanas o tempo de licença remunerada para as novas mães e novos pais.

Agora, funcionárias têm direito a tirar de 15 a 17 semanas de licença. E o período pode ser distribuído ao longo do primeiro ano do bebê, não precisa ser usado todo de uma vez.

A companhia tem, ainda, um serviço de concierge para entrega de leite para mães em período de amamentação que precisem viajar a trabalho.

Cuidados que, no caso da Johnson & Johnson, soam até óbvios, já que é uma empresa que desenvolve e vende produtos para bebês.

General Mills ($GIS)

Uma das top 10 empresas de alimentos do mundo, a americana General Mills tem quase metade da força de trabalho composta por mulheres. E se orgulha por investir nos funcionários, de olho no longo prazo.

Novos pais e mães podem ter até 26 semanas de licença após o nascimento do bebê ou adoção, com emprego garantido na volta.

No retorno ao trabalho, oferecem serviço de creche dentro da empresa, além de descontos para os pais que quiserem contratar creches perto do trabalho.

O auxílio adoção chega a US$ 10 mil e um programa de assistência ao funcionário auxilia pais e mães a acharem médicos especialistas, e outros cuidados da pediatria.

Virgin Group ($SPCE)

Única europeia desse top 5, a Virgin oferece um ano inteiro de licença para os funcionários que estiverem na empresa há pelo menos 4 anos - e com salário integral.

Funcionários com 2 anos na companhia também podem ficar em casa por 12 meses, com emprego garantido ao final da licença, mas têm a remuneração reduzida a 1/4 do salário enquanto estiverem fora.

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