Crime 4.0: Os ataques de hackers e a resposta do governo norte americano

Muita coisa evoluiu com a tecnologia, né? A criminalidade, infelizmente, também. A ofensiva de hackers sobre sistemas de empresas e governos têm aumentado de forma exponencial.
E a pandemia agravou, com o mundo depositando tudo no digital - trabalho, relações, compras, transações.
O 1º semestre de 2021 já registrou o total de ataques de todo 2020: mais de 304 milhões (Consultoria Control Risks).
O tesouro? Dados. Dos clientes, dos funcionários, da empresa.
E se tem internet 4.0, tem crime 4.0. Não é um trocadilho. O termo tem sido usado no Direito Penal, que corre para alcançar o cibercrime.
Um dos ataques mais comuns é também um dos mais agressivos: ransomware. É sênior, começou ainda na era do disquete. Mas se aprimorou e ficou mais frequente. Consiste em um malware, um “software do mal”, que invade computadores e bloqueia os sistemas, acessa os dados e os criptografa.
Com o baú na mão, os bandidos pedem resgate. Por questão estratégica e de segurança, muitas empresas não divulgam se pagaram ou como se desenrolou a liberação do sistema.
Mas o que se sabe é que tentativas de ataque já causaram mais de US$ 1 trilhão em perdas no mundo (União Internacional das Telecomunicações/2020).
Alvos
Algumas vítimas robustas de ataques recentes em sedes norte-americanas:
JBS ($JBSAY), gigante mundial de carnes
Colonial Pipeline, maior rede de oleodutos dos EUA
Servidores de e-mail da Microsoft ($MSFT)
Plataforma Orion, da SolarWinds ($SWI), que faz gerenciamento de infraestruturas de tecnologia para grandes empresas e o governo norte-americano.
Contra-ataque
Joe Biden chamou, no dia 25 de agosto, os maiores crachás da tecnologia para um papo sério.
Na mesa, os CEOs Sundar Pichai, da Alphabet ($GOOGL), Tim Cook, da Apple ($AAPL), Andy Jassy, da Amazon ($AMZN), Satya Nadella, da Microsoft ($MSFT), e Arvind Krishna, da IBM ($IBM). E outras autoridades e empresários.
O que saiu do encontro nada casual:
Google prometeu investir US$ 10 bilhões em cibersegurança nos próximos 5 anos. Uma das investidas será educar os usuários sobre o tema.
Microsoft anunciou US$ 20 bilhões também nos próximos 5 anos, e US$ 150 milhões em serviços para atualizar sistemas de segurança de governos e treinar funcionários públicos.
IBM se comprometeu em treinar 150 mil pessoas no tatami virtual ao longo de 3 anos.
Apple planeja desenvolver um novo programa para reforçar a segurança em toda a cadeia de fornecimento de tecnologia.
Amazon prevê abrir para o público em geral o treinamento em cibersegurança que faz com seus times.
A Casa Branca também lançou um Memorando de Segurança Nacional, com direcionamentos para o setor privado reforçar os muros virtuais.
“Se acabarmos tendo uma guerra, uma verdadeira guerra de tiroteio com grande poder - será por uma violação cibernética de grandes consequências, o que está crescendo exponencialmente em termos de capacidade”
Joe Biden (27/07/2021)
É, só quem realmente está dormindo tranquilo é o Jeffree, o cachorrinho de Sundar Pichai…