Os maiores ETFs focados no Brasil e negociados nos EUA

Conheça os fundos que replicam o mercado brasileiro lá fora, como o famoso EWZ.

Aqui no Brasil, são negociados na bolsa alguns ETFs focados no mercado americano.

Ao mesmo tempo, o mercado americano também tem ETFs que replicam o desempenho das ações brasileiras. E aí são ETFs nos quais você só consegue investir nos EUA mesmo.

Atualmente, 8 ETFs que replicam o mercado brasileiro são negociados nas bolsas americanas.

  • Ou seja: são fundos de índice que contêm as principais empresas do Brasil, e você investe nesses ETFs direto nos EUA.

Esses ETFs funcionam como “termômetros” da bolsa brasileira lá fora. Analisar esses ETFs é uma forma de verificar o tamanho do “apetite” dos investidores estrangeiros pelo Brasil. Além disso, quando a bolsa brasileira está fechada por causa de algum feriado, esses ETFs costumam dar fortes indícios de como será a abertura do Ibovespa no pregão do dia seguinte. 

Neste artigo, vamos falar sobre os 4 maiores ETFs focados no Brasil e negociados nos EUA, levando em conta os valores sob gestão e excluindo fundos que sejam alavancados – aqueles que potencializam a exposição do investidor a determinado índice.

ETFs nos EUA com exposição ao Brasil

Fonte: Sproutfi com dados de ETF.com e Google Finance

Conheça melhor cada ETF:

ETF iShares MSCI Brazil ($EWZ)

Esse é o maior ETF com exposição ao Brasil negociado nos Estados Unidos: tem US$ 5,66 bilhões sob gestão. Justamente por isso, é conhecido entre os investidores como o “Ibovespa dolarizado”, já que funciona como um termômetro da bolsa brasileira aos estrangeiros.

O EWZ replica o índice MSCI Brazil 25/35, que mede a performance das principais empresas brasileiras. Segundo o último relatório, do dia 31 de março, o índice é composto por 49 empresas e reflete cerca de 85% das negociações de mercado por aqui.

As empresas com maior peso no índice são as gigantes nacionais Vale, Petrobras e Itaú.

Fonte: MSCI

Portanto, dada essa correlação, quando o Ibovespa sobe, o EWZ tende a se valorizar; quando a bolsa brasileira cai, o EWZ recua.

Mas, pelo fato de representar o Ibovespa em dólar, outro fator que influencia diretamente na cotação do EWZ é o câmbio.

Isso significa que a variação percentual do EWZ não é a mesma do Ibovespa, pois a cotação também se ajusta à variação cambial.

O EWZ tem taxa de administração de 0,57% ao ano. No acumulado de 2022, teve valorização de 19,77%.

ETF Franklin FTSE Brazil ($FLBR)

Esse ETF também replica o mercado brasileiro, mas segue outro índice: o FTSE Brazil RIC Capped.

Ele é composto por mais empresas do que o MSCI – segundo o último relatório, de 31 de março, são 99 companhias. 

  • Logo, enquanto o EWZ foca nas empresas maiores e mais líquidas (ou seja, mais negociadas) do mercado brasileiro, o FLBR, composto por quase o dobro de empresas, tem uma exposição mais ampla – incluindo small caps (leia mais abaixo), que o EWZ quase não tem.

Já em termos de setores, a exposição dos dois fundos é bem parecida. No índice FTSE Brazil, as empresas de maior peso também são Vale, Petrobras e Itaú.

O FLBR tem US$ 389,3 milhões sob gestão e taxa de administração de 0,19% ao ano – um terço da taxa do EWZ.

No acumulado do ano, o FLBR tem valorização de 18,99%.

ETF iShares MSCI Brazil Small-Cap ($EWZS)

Esse ETF segue o índice MSCI Brazil Small Cap – que acompanha o desempenho das small caps brasileiras. 

O QUE SÃO SMALL CAPS?
As small caps são uma classe de empresas negociadas na bolsa que possuem menor valor de mercado. São companhias consideradas pequenas, se comparadas às gigantes do mercado - que têm ações mais conhecidas e, consequentemente, mais negociadas, como as famosas “blue chips”.
Menos consolidadas, as small caps têm um risco maior do que as empresas mais líquidas. Mas, ao mesmo tempo, também podem ter um potencial de retorno maior.

Lembrando que cabe ao investidor uma análise cuidadosa para ponderar a relação risco X retorno na hora de diversificar a carteira.

Segundo o último relatório, de 31 de março, o índice MSCI Brazil Small Cap é composto por 101 empresas. Por agrupar companhias menores, representa cerca de 14% das negociações do mercado brasileiro. No momento, as empresas com maior peso no índice são SendasDistribuidora, Embraer e Eneva.

O EWZS tem US$ 106,6 milhões sob gestão e taxa de administração de 0,59% ao ano. No ano, acumula alta de 14,21%.

ETF VanEck Brazil Small-Cap ($BRF)

Esse ETF também replica o mercado de small caps brasileiro, mas segue outro índice: o MVIS Brazil Small-Cap

Atualmente, o índice é composto por 107 companhias – número similar ao índice de small caps da MSCI. Mas os dois têm propostas diferentes.

  • Por exemplo: o MVIS também inclui empresas estrangeiras e constituídas fora do Brasil, mas que geram pelo menos metade da sua receita por aqui.

No momento, as empresas com maior peso no índice são: Companhia de Saneamento do Paraná, Alupar e 3R Petroleum.

O BRF tem US$ 32,75 milhões sob gestão e taxa de administração de 0,63% ao ano. Em 2022, tem alta acumulada de 12,09%.

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DISCLAIMER: importante lembrar que em qualquer investimento denominado em moeda estrangeira, as mudanças nas taxas de câmbio podem ter um efeito adverso no valor, no preço ou na receita de dividendos desse investimento. Mesmo que a diversificação possa ajudar a diluir o risco, ela não garante lucros ou proteção contra perdas. Há sempre a possibilidade de perder dinheiro quando você investe em qualquer produto financeiro. Por isso, considere cuidadosamente seus objetivos e riscos antes de optar por qualquer investimento.