O que você precisa saber sobre o último Fórum Econômico Mundial

Compilamos pra você os destaques do último fórum de Davos: crise climática, a próxima pandemia e o status quo do sistema alimentar.

Depois de 2 anos no formato virtual por causa da pandemia, o Fórum Econômico Mundial retomou os encontros em Davos, na Suíça. Líderes mundiais se reuniram durante 5 dias.

Pra você ficar por dentro, a Sproutfi elencou 4 temas importantes dessa edição do fórum de Davos:

1. Escassez global de alimentos

"Momento decisivo para a História mundial" foi o tema de Davos este ano.

Com pandemia, guerra na Ucrânia e a crise climática, o ambiente pesou nessa última edição do encontro.

George Soros chegou a mencionar que a nossa civilização “talvez não sobreviva” ao que pode ter sido o início da terceira guerra mundial. Sombrio, né?

A Rússia virou persona non grata. Foi banida do evento. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falou por vídeo, sob muitos aplausos.

Uma das maiores discussões foi sobre como reduzir os riscos geopolíticos dentro do sistema alimentar mundial.

Isso porque tanto Rússia quanto Ucrânia são grandes players globais da agricultura e produção de alimentos.

Davos apresentou três caminhos:

  • investir em energia renovável
  • aumentar esforços para reciclar os nutrientes
  • aumentar a produtividade nas economias emergentes.

2. A próxima pandemia

Existem mais vírus do que estrelas no universo.

E, a cada ano, um novo patógeno humano começa a circular entre nós, com potencial para dar o pontapé na próxima pandemia.

Foi com base nessas informações que o prodígio da informática, o magnata Bill Gates, participou de uma mesa em Davos, provocando como os setores público e privado podem trabalhar juntos para proteger vidas e os meios de subsistência quando o próximo surto global acontecer (sim, é “quando” e não “se”).

Em 2015, em uma palestra do TED Talks, Bill Gates alertou o mundo de que uma pandemia se aproximava. Não demos ouvidos.

Agora, queremos todos ouvir o que ele tem a dizer. As ideias são ousadas - e caras.

Envolvem, por exemplo, a criação de uma “uma brigada de incêndio” supranacional, com profissionais de diversas áreas científicas de interesse.

Esse pessoal ficaria permanentemente em standy, ou seja, pronta para responder a um novo surto a qualquer momento.

3. 2022 foi o ano da Índia em Davos

Enquanto alguns titãs das finanças americanas – como os chefes da JPMorgan e da Goldman Sachs – não deram as caras, a Índia mandou delegação recorde.

Foram mais de 100 participantes e dezenas de líderes políticos indianos, envolvidos em discussões sobre energia, segurança alimentar e igualdade de renda.

A verdade é que a Índia se encontra no centro de temas cruciais no mundo emergente, desde tecnologia cripto até mudanças climáticas.

Este ano, inclusive, a aliança global de CEOs comprometidos com o clima (Alliance of CEO Climate Leaders) lançou seu capítulo indiano.

O objetivo é impulsionar ações climáticas e a neutralização das emissões de carbono na Índia.

4. Clima, clima, clima e, de novo, CLIMA

O aquecimento global e as mudanças climáticas não são novidade pra ninguém. E a luz no fim do túnel é (como tem sido, cada vez mais, pra tudo) a tecnologia.

Davos reforçou o papel das novas tecnologias para criar um futuro verde, em que crescimento econômico e combate às mudanças climáticas andariam de mãos dadas.

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