O mistério por trás do whitepaper de criptoativo

Já ouviu falar de whitepaper de cripto, mas nunca entendeu se deveria perder tempo lendo ou não? Entenda a importância desse documento.

Vamos explicar o conceito e as finalidades do whitepaper no universo dos criptoativos, por ser fundamental a quem necessita de mais conhecimento sobre o cripto no qual pretende investir.

O que é whitepaper?

O whitepaper consiste em um guia que norteia o investidor sobre a finalidade econômica do cripto, aspectos técnicos, duração do projeto, ideais, projeções, métodos estratégicos de atuação no mercado, bem como qual problema específico ele pretende resolver.

Ele é semelhante ao prospecto - o documento que um fundo ou empresa apresentam para seus investidores para que eles conheçam melhor os dados econômicos da empresa ou do fundo.

Por exemplo: imaginemos que exista um criptoativo “X” que tenha por objeto econômico o combate às queimadas de árvores na região da Amazônia, e que em seu whitepaper, se destine a arrecadar recursos dos investidores para combater essas queimadas, bem como contribuir reflorestando a Amazônia.

No exemplo acima, verifica-se que o whitepaper descreve de modo claro e específico o objetivo a ser resolvido, e o problema, pois, em meu exemplo, o whitepaper detalha que o criptoativo “X” foi claro ao mencionar que os valores arrecadados serão revertidos em prol da proteção, especificamente, da região amazônica. Logo, por exclusão, esse criptoativo “X” não tem a finalidade de combater as queimadas ou contribuir com reflorestamento de outras regiões ao redor do mundo.

Pelo menos, de acordo com esse whitepaper inicial. Como assim?

O time responsável pela gestão do criptoativo “X” pode, a qualquer momento, realizar alterações em seu whitepaper de forma a modificar, total ou parcialmente, sua atividade econômica. Ou, ainda, pode ampliar a finalidade anteriormente definida, por exemplo: o criptoativo “X” amplia sua atuação econômica para resolver questões de reflorestamento mundial.

Nesse caso, percebemos uma ampliação do escopo inicial com uma modificação do problema a ser resolvido, o que pode resultar em um aumento no volume de recursos que o criptoativo “X” necessitará para cumprir com sua função econômica.

Então, o whitepaper existe só pra isso? Não.

Além disso, o whitepaper traz ao investidor informações essenciais para a tomada de decisão, tais como:

  • Informações técnicas da quantidade de criptos a serem emitidas e suas justificativas;
  • Tamanho do mercado e qual a projeção de capitalização do criptoativo no mercado;
  • Informações sobre o lançamento do cripto e seus estágios (ICO, IDO, private sale, pre-seed, seed, public sale, etc.);
  • Percentagens de tokens que serão destinados à equipe, parceiros comerciais, exchanges, DEFIs, aos fundadores, entre outros;
  • Road map, ou seja, o caminho a ser percorrido pelo criptoativo e quais atos serão praticados ao longo do tempo, de modo a conferir ao investidor um projeto perene no tempo.

Takeaway

Quanto mais transparente for o projeto do criptoativo e os ideais de seus fundadores, menor será a assimetria de informações que podem trazer ao investidor a sensação de insegurança.

Para tanto, existem canais sociais em que os criptoativos normalmente publicam suas informações e disponibilizam o seu whitepaper, como site próprio, wiki webpage e Medium.

Portanto, o whitepaper consiste no arquivo em que o investidor pode ter acesso ao planejamento inicial e informações essenciais desde antes do nascimento do criptoativo até projeções superiores a quatro anos. E elas podem ser alteradas a qualquer momento em canais públicos e redes sociais para conferir transparência na gestão do criptoativo, momento em que o investidor pode analisar o interesse de manter o investimento, sacá-lo ou até mesmo minerar, caso possível.

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Disclaim: lembre-se de que as informações fornecidas aqui são para fins educacionais e não devem ser consideradas como aconselhamento jurídico ou tributário. Consulte um advogado ou um profissional da área tributária sobre a sua situação específica.