Conheça o ETF PGJ, o Dragão Chinês Dourado, e as empresas chinesas em Wall Street‍

Entenda o desempenho do fundo Golden Dragon China, da Invesco, que acompanha o desempenho das empresas chinesas listadas nos EUA.

Olhos de tigre, corpo de serpente, patas de águia, chifres de veado, orelhas de boi, bigodes de carpa. O dragão chinês, segundo a mitologia, foi um dos quatro animais sagrados convocados a participar da criação do mundo.

Mas, como esse símbolo de força, poder e sabedoria milenar se apresenta no mercado financeiro? As ações de companhias chinesas estão se comportando como um dragão imponente? Ou estão mais para um dragão acanhado?

Neste artigo, você vai saber mais sobre um ETF que traz dragão no nome e acompanha o desempenho das empresas chinesas. Também vai ver os obstáculos que elas vêm enfrentando nos últimos meses.

ETF Invesco Golden Dragon China ($PGJ)

O ETF Golden Dragon China é da gestora Invesco. Pode ser traduzido como “ETF Dragão Chinês Dourado”.Ele segue o índice da Nasdaq Golden Dragon China, que reúne ações de empresas chinesas listadas nos Estados Unidos.

Atualmente, esse ETF tem cerca de 90 empresas, com US$ 228,62 milhões sob gestão e taxa de administração de 0,69% ao ano.

A empresa com maior peso no fundo é a gigante chinesa de e-commerce Alibaba, com 8,54%, seguida por Baidu (8,06%) e NIO (7,98%).

Fonte: ETF.com

Apesar do grande potencial de ascensão das empresas chinesas, principalmente no setor de tecnologia, o ETF Golden Dragon China acumula, no ano, queda de 30%.

Em comparação às máximas alcançadas em fevereiro de 2021, a queda já é de 60%. Mas, por quê?

Os inimigos do dragão

Neste ano, o dragão chinês vem enfrentando alguns obstáculos. Em primeiro lugar, houve um grande cerco a empresas chinesas da área de tecnologia por questões regulatórias – sob ameaça até de exclusão das bolsas americanas.

No mês passado, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) ordenou cinco empresas chinesas a cumprir com requisitos de auditoria da agência, sob pena de serem excluídas de Wall Street – ou seja, não seriam mais negociadas em bolsas americanas.

São elas: a rede fast-food Yum China Holdings, a empresa de tecnologia ACM Research, os grupos de biotecnologia BeiGene e Zai Lab, e a farmacêutica Hutchmed. Segundo a SEC, nenhuma delas aderiu ao Holding Foreign Companies Accountability Act (HFCAA), que prevê inspeção de auditorias financeiras feitas por órgãos de vigilância dos Estados Unidos.

Esse impasse regulatório levou à queda não só das ações das empresas citadas, mas das ações chinesas como um todo. Com isso, os próprios órgãos reguladores chineses, incluindo a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) entraram em cena e pediram a empresas do país listadas nos Estados Unidos que divulgassem resultados de auditoria.

A partir daí, as ações das empresas chinesas voltaram a subir, amenizando parte das perdas dos últimos meses.

Além dessa questão regulatória, com foco nas empresas de tecnologia, a indústria de construção chinesa está há meses sob pressão, desde que a incorporadora Evergrande, uma gigante do segmento, entrou em colapso e começou a atrasar o pagamento de credores e a entrega de obras.

E teve, claro, o impacto da pandemia. As variantes do coronavírus e as intermitentes ondas de Covid-19 na China também afetaram o desempenho das empresas do país nas bolsas.

A reação da Alibaba ($BABA)

Mas qual a perspectiva do desempenho das ações chinesas para os próximos meses? A gigante chinesa do comércio eletrônico Alibaba pode ajudar, mais uma vez, a turbinar o dragão chinês em meio a tantas incertezas.

No final do mês passado, a Alibaba aumentou o seu programa de recompra de ações para US$ 25 bilhões – o maior plano de recompra já feito pela companhia. Com isso, as ações da Alibaba, que perderam mais da metade do valor no ano passado, subira, em um só dia, mais de 10%.Essa é a segunda vez que a Alibaba expande seu programa de recompra em um ano. Em agosto do ano passado, a holding havia aumentado o programa de US$ 10 bilhões para US$ 15 bilhões.

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